Assim que pousamos em Budapeste vimos a conversäo da moeda local, baixíssima em relacäo ao euro..eu logo pensei: oba boas compras:-)rsrsrs
Procuramos um taxi porque nem pensar sair de metro ou de trem do aeroporto, tava chegando uma nevasca e lá fora fazia -15°, quê tal??
Nos aproximamos do taxista e perguntamos qto era até o hotel, meu marido ficou meio desconfiado pelo valor da tabela que era fixado por zonas da cidade. O taxista meio que percebeu e ficou aborrecido, fomos á um guichê de compras. Á essa altura já tínhamos um bolo de dindin na carteira pelo câmbio de troca do dinheiro.
Nos recomendaram cuidado pela criminalidade, e aqueles taxistas sabiam que nosso vôo vinha da Alemanha, talvez eles fiquem meio recalcados com a desconfianca! No caminho o motorista näo trocou uma palavra ( em inglês óbvio, porque úngaro é inalcansável!!!)
Na descida do hotel meu marido deu algumas moedas pro motorista, ele näo aceitou, maridäo ficou sem entender…deps a ficha caiu! Um euro de gorjeta é bom demais, mas as moedinhas deles näo tem valor mesmo!
Enfim, no caminho pro hotel muita neve e me pareceu ser uma cidade triste. Pesquisei pouco antes irmos pra lá, realmente nao tive tempo. Gosto de saber onde vou e o que procurar, mas dessa vez näo tivemos tempo nenhum e fomos na aventura! Lembro de ter lido alguma coisa sobre os bairros judeus, onde os nazistas encurralaram os judeus em guetos, com muralhas em forma de túmulos. Eu só pensava nisso e grávida, fiquei muito sensível. Só pedi ao maridäo que näo fóssemos á um lugar desses, apesar de ser interessante do ponto de vista histórico.
Me parece que lá o servico de inverno näo é täo em dia assim, as ruas um caos por causa da neve alta, os carros rodopiavam deslizando na neve que vira lama, näo vi caminhäo jogando sal nem retirando a neve das ruas pra facilitar a vida das pessoas. Nessas condicöes, em plena capital úngara se dirigi com emocäo mesmo…
Enfim, outro dia, sol e neve muita neve. Já havia esquecido dos guetos, e fomos em busca da feira natalina: LINDA!!!!!!
Super animada, muita neve, muito Glüwein, muitas gulosemas deliciosas, muita gente ( mas näo lotado que näo se possa andar), luzes de natal, árvores lindas, a neve caindo….amei!!!
Fomos até a ponte ver o outro lado da cidade, mas a nevasca estava caindo com toda forca e näo vimos. No outro dia acordamos mais cedo um pouco e fizemos fotos inesquecíveis!!!
Meus pais säo companhias inegualáveis!!! Jovens animados e mais energéticos que a gravidinha deles
Aproveitamos bastante, e seguimos á Viena.
Cuidado: compramos uns vinhos ungaros na feirinha, povo apesar de muito animado, falante, extrovertido( o suficiente se comparado com os alemäes), tentaram nos enrolar na hora do pagamento. Näo foi pouco näo! A conta era pra dar 70 e pouquinho e deu 100 euros, eles aceitam pagamento em euros. O senhor da taverna (na feirinha natalina) ainda pediu 1,0 euro pro pai de troco, talvez pra distrair o trambique….aquilo ficou estranho e eu voltei á fila pra questionar. O senhor da taverna parece que jah sabia do que eu estava falando, nem precisei me explicar muito. Devolveu 30,0 euros. Uma situacäo super chata que näo dah pra generalizar, mas näo custa ter cuidado e já serve de dica!!!!
Ficamos na rede de Hotéis Ibis, no centro da cidade, próximo ao metrô, barato, café da manhä simples mas com o necessário ( päo, ovo, café com leite, frutas, iogurte, geleinhas gostosas
etc…), quarto limpinho, e o importante: os recepcionistas falando inglês e alemäo, nos deram dicas e mapas da cidade, isso jah ajuda e muito!!!
O centro de Budapeste é pequeno e se pode ver tudo em 2 dias bem andados. Näo subimos o bondinho até o alto de Peste, näo por causa da nevasca porque no segundo dia já estava tudo bem azul, apesar do frio ainda continuar, mas por causa do meu barrigäo:-) Oito meses de gestacäo jah conta alguma coisa e resolvi me polpar. Temos um amigo úngaro que nos falou sobre a visäo lá de cima da cidade de Peste é simplesmente incrível, mas essa fica pra próxima! E jah deixo essa dica por aqui…
Ah näo posso esquecer de contar o drama da espera do trem. Fomos á Viena de trem, a distância é curta, cerca de 3 horas de viagem, e queríamos nutrir os olhos com a mudanca de paisagem, o que uma viagem de aviäo näo permite. Fora o conforto do trem de se poder andar, deitar, comer guloseimas e refeicöes gostosas e quentinhas. Nada daquele aperto do aviäo e aqueles lanchinhos que agora säo vendidos caríssimos, o passageiro näo tem outra opcäo a nao ser comprar um simples sanduba inflacionado e velho, caso esteja com fome. Sim, o drama: o trem atrazou por causa da nevasca. Tínhamos que esperar näo sabíamos qto tempo. A estacäo de trem á primeiro momento suntuosa, de arquitetura alta com vidros coloridos, parecia bem cuidada e organizada. Fraude!!!Desorganizada, uma bagunca!!!! Mas ateh entao näo havíamos nos dado conta da desordem… Entrando no local que dah acesso aos trilhos um teläo com vários horários, nada de avisos pelo alto falante e várias pessoas olhando pros letreiros do teläo de horarios de partidas e chegadas, na maioria estrangeiros tb. Sem trens saindo, sem pessoas embarcando, uma cena meio parada demais pra uma central de estacao de trem. Achamos aquela situacäo estranha, mas aquilo com certeza näo tinha nada haver conosco, afinal havíamos comprado nossos tickets e planejado tudo com tanta organizacäo que aquela muvuca sinistra ali näo nos dizia respeito! Fomos ao nosso trilho: em UNGARO eu disse em UNGARO, isso quer dizer que pra um brasuca era a mesma coisa que estah em chinês, havia a data e local da próxima chegada de trem onde seria nosso trilho. Aquilo nao fazia sentido nenhum. Deps olhei pro lado e outras pessoas perdidas tb. Maridäo foi ao centro de informacäo, pq ali nao havia ninguém pra informar e os benditos letreiros com horários atrazados, sem aviso de atrazo. O alto falante qdo resolvia funcionar saia um som abafado e confuso, denovo em ungaro, se saia em inglês a gente tentava decifrar….No centro de informacäo soubemos que por causa da nevasca deveríamos esperar nao se sabia o qto nosso trem. Tudo bem….se espera, mas aih vem o drama: á -15° ficar sentadinho numa estacao de trem por meia hora 40 mints, se correria o risco de necrosar a ponta do nariz, já que nao estavamos prontos pra esquiar, sim entrar num trem quentinho e confortável….
O que fazer? McDonald. O jeito foi sair da estacao, que nao tinha lanchonete, só um restaurante cercado de uma nuvem de fumaca insuportável de fumantes e nem pensar tentar ficar lá dentro. Entrando no McDonald, 99% das pessoas tinham malas:-) eheheh por quê será??? A dica que fica: se vc vai pra Budapeste e sairá de lá de trem, se for no veräo sem problemas, porque turistando a gente espera ateh sentado nas malas, havia poucos bancos lá tb, mas se for no inverno ( lá costuma ser rigoroso em especial qdo chegam frentes frias) ou vc embarca de de McDonald, ou vai vestido como se estivesse no Alasca, porque na estacao principal da capital do país, näo há um galpäo aquecido, com bancos e lanchonetes pra oferecer ás pessoas.
Fomos ressarcidos por 50% do valor da passagem, dentro do trem. Pelo menos isso! Mas vá atento jah sabendo do que pode acontecer caso o trem atrase.
Fora o drama, valeu a pena ter conhecido uma cidade täo carregada de história e vistas impressionantes.
Mais Fotos AQUiiiiiiiii…..
Bussis, Cele.